{"id":12353,"date":"2024-05-15T14:50:20","date_gmt":"2024-05-15T17:50:20","guid":{"rendered":"https:\/\/abrampa.org.br\/?p=12353"},"modified":"2024-05-15T14:50:22","modified_gmt":"2024-05-15T17:50:22","slug":"abrampa-pede-que-pl-que-dispensa-licenciamento-ambiental-para-a-silvicultura-seja-vetado-pelo-presidente-da-republica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrampa.org.br\/en\/abrampa-pede-que-pl-que-dispensa-licenciamento-ambiental-para-a-silvicultura-seja-vetado-pelo-presidente-da-republica\/","title":{"rendered":"ABRAMPA pede que PL que dispensa licenciamento ambiental para a silvicultura seja vetado pelo Presidente da Rep\u00fablica"},"content":{"rendered":"<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Meio Ambiente (ABRAMPA) reafirma seu posicionamento contra o Projeto de Lei n\u00ba 1.366\/2022, que prev\u00ea a retirada da silvicultura do rol das atividades potencialmente poluidoras, conforme definido pela Lei Federal n\u00ba 6.938\/1981 (Pol\u00edtica Nacional de Meio Ambiente). O projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional no dia 8 de maio de 2024 e seguiu para a san\u00e7\u00e3o do Presidente da Rep\u00fablica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ABRAMPA j\u00e1 havia se manifestado contra o PL em quest\u00e3o por meio de Nota T\u00e9cnica divulgada em agosto de 2022. O documento apresentou uma an\u00e1lise detalhada sobre a inadequa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e a inconstitucionalidade da proposta, ressaltando que o PL ignora pesquisas da comunidade cient\u00edfica e subverte o direito constitucional ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, podendo trazer inseguran\u00e7a jur\u00eddica e agravos ambientais sem precedentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A silvicultura \u00e9 a atividade de cultivo de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas (n\u00e3o nativas) e madeireiras, como o pinus e o eucalipto, para a extra\u00e7\u00e3o de celulose. A isen\u00e7\u00e3o proposta pelo PL permitir\u00e1 que a atividade seja desenvolvida sem a an\u00e1lise e autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via dos \u00f3rg\u00e3os ambientais, com potenciais danos ao meio ambiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, de acordo com os estudos t\u00e9cnicos apresentados pela Nota T\u00e9cnica, \u00e9 comprovado que a atividade de silvicultura possui potencial poluidor, especialmente quando realizada em larga escala, em forma de monocultura, causando perda de biodiversidade, redu\u00e7\u00e3o na disponibilidade de recursos h\u00eddricos, empobrecimento do solo, aumento da eros\u00e3o, risco de desertifica\u00e7\u00e3o e outros danos ambientais, especialmente nos casos de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas consideradas invasoras.<\/p>\n\n\n\n<p>A atividade tamb\u00e9m tem acelerado a degrada\u00e7\u00e3o ambiental em \u00e1reas importantes para a conserva\u00e7\u00e3o de recursos e patrim\u00f4nio naturais. Entre os espa\u00e7os afetados &#8211; seja pela supress\u00e3o da floresta nativa ou pela proximidade de regi\u00f5es nas quais se desenvolvem atividades de silvicultura -, encontram-se \u00e1reas legalmente protegidas, como as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, que t\u00eam como objetivo preservar ecossistemas com relevantes atributos ambientais, como campos naturais e restingas litor\u00e2neas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas dessas \u00e1reas j\u00e1 afetadas representam o \u00faltimo ref\u00fagio para in\u00fameras esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, cuja sobreviv\u00eancia est\u00e1 amea\u00e7ada pelas graves consequ\u00eancias do cultivo indiscriminado e em larga escala de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da aprova\u00e7\u00e3o do PL, a ABRAMPA reitera o seu posicionamento anterior e alerta para os poss\u00edveis impactos ambientais que resultar\u00e3o da eventual san\u00e7\u00e3o do projeto, contribuindo para o agravamento da crise clim\u00e1tica e, consequentemente, para o aumento da frequ\u00eancia e intensidade de eventos extremos, como das enchentes sem precedentes enfrentadas pelo estado do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Preocupada com tais impactos, a Associa\u00e7\u00e3o encaminhou, na sexta-feira, dia 10 de maio, of\u00edcio \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, sugerindo que o Projeto de Lei seja vetado, uma vez que \u00e9 marcado por inconstitucionalidades e afronta diretamente o interesse p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento da ABRAMPA reflete sua preocupa\u00e7\u00e3o com as implica\u00e7\u00f5es ambientais do Projeto de Lei e o compromisso da Associa\u00e7\u00e3o com a defesa dos princ\u00edpios fundamentais de preserva\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio ambiental, buscando garantir um futuro sustent\u00e1vel para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Acesse a <a href=\"https:\/\/abrampa.org.br\/document\/abrampa-manifesta-preocupacao-com-a-pretensa-retirada-da-silvicultura-do-rol-das-atividades-potencialmente-poluidoras\/\">Nota T\u00e9cnica (Agosto de 2022)<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Meio Ambiente (ABRAMPA) reafirma seu posicionamento contra o Projeto de Lei n\u00ba 1.366\/2022, que prev\u00ea a retirada da silvicultura do rol das atividades potencialmente poluidoras, conforme definido pela Lei Federal n\u00ba 6.938\/1981 (Pol\u00edtica Nacional de Meio Ambiente). 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