{"id":17594,"date":"2026-07-30T11:29:30","date_gmt":"2026-07-30T14:29:30","guid":{"rendered":"https:\/\/abrampa.org.br\/?p=17594"},"modified":"2026-07-30T12:44:30","modified_gmt":"2026-07-30T15:44:30","slug":"abrampa-e-anamma-alertam-que-lei-geral-do-licenciamento-ambiental-nao-afasta-competencias-constitucionais-dos-municipios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrampa.org.br\/en\/abrampa-e-anamma-alertam-que-lei-geral-do-licenciamento-ambiental-nao-afasta-competencias-constitucionais-dos-municipios\/","title":{"rendered":"ABRAMPA e ANAMMA alertam que Lei Geral do Licenciamento Ambiental n\u00e3o afasta compet\u00eancias constitucionais dos munic\u00edpios"},"content":{"rendered":"<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div>\n<p><em>Em Nota conjunta esclarece a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 17 da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, reafirma as compet\u00eancias constitucionais dos munic\u00edpios e recomenda a ado\u00e7\u00e3o da Manifesta\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica Municipal para qualificar o licenciamento ambiental.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Diante das d\u00favidas surgidas com a entrada em vigor da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei n\u00ba 15.190\/2025), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Meio Ambiente (ABRAMPA) e a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios e Meio Ambiente (ANAMMA) lan\u00e7aram a <a href=\"https:\/\/abrampa.org.br\/file?url=\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/NOTA_ORIENTATIVA_ANAMMA_-_ABRAMPA_-ART._17_LGLA_-_REVISADA_ABRAMPA_28229_assinado_assinado.pdf\">Nota Orientativa Conjunta n\u00ba 01\/2026<\/a>. O documento re\u00fane diretrizes para orientar os munic\u00edpios brasileiros sobre a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 17 da nova legisla\u00e7\u00e3o. A publica\u00e7\u00e3o busca oferecer seguran\u00e7a jur\u00eddica aos gestores municipais e refor\u00e7ar a atua\u00e7\u00e3o cooperativa entre os entes federativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a nota, a retirada da exig\u00eancia da certid\u00e3o municipal de uso, parcelamento e ocupa\u00e7\u00e3o do solo como condi\u00e7\u00e3o para o licenciamento ambiental conduzido por outro ente federativo n\u00e3o elimina as compet\u00eancias constitucionais dos munic\u00edpios sobre ordenamento territorial, planejamento urbano e prote\u00e7\u00e3o ambiental. O documento destaca que permanecem v\u00e1lidas e exig\u00edveis, em procedimentos pr\u00f3prios, autoriza\u00e7\u00f5es, licen\u00e7as urban\u00edsticas, estudos de impacto de vizinhan\u00e7a, alvar\u00e1s e demais instrumentos previstos na legisla\u00e7\u00e3o municipal.<br><br>Como forma de fortalecer a coopera\u00e7\u00e3o entre os entes federativos, as organiza\u00e7\u00f5es recomendam que os munic\u00edpios instituam a Manifesta\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica Municipal (MTM), instrumento destinado a reunir informa\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas, ambientais, clim\u00e1ticas, sanit\u00e1rias, de infraestrutura, patrim\u00f4nio cultural e vulnerabilidades sociais relevantes para subsidiar o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo licenciamento ambiental. A manifesta\u00e7\u00e3o possui car\u00e1ter t\u00e9cnico e n\u00e3o vinculante, n\u00e3o substitui a antiga certid\u00e3o municipal. A MTM n\u00e3o constitui veto ou condi\u00e7\u00e3o para a emiss\u00e3o da licen\u00e7a ambiental, mas amplia a qualidade das informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para a tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o presidente da ABRAMPA, Luciano Furtado Loubet, a iniciativa busca evitar interpreta\u00e7\u00f5es que reduzam o papel constitucional dos munic\u00edpios. <em>&#8220;<\/em>A Lei Geral do Licenciamento Ambiental provocou d\u00favidas sobre o papel dos munic\u00edpios no licenciamento ambiental. A nota oferece uma interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da legisla\u00e7\u00e3o para demonstrar as compet\u00eancias constitucionais dos munic\u00edpios foram preservadas e que o planejamento urbano, a prote\u00e7\u00e3o ambiental e a coopera\u00e7\u00e3o federativa continuam sendo elementos indispens\u00e1veis para um licenciamento ambiental tecnicamente consistente e juridicamente seguro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o promotor de Justi\u00e7a do Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo, Diretor de Publica\u00e7\u00f5es da ABRAMPA e um dos redatores da Nota Orientativa, Ivan Carneiro Castanheiro, o documento busca oferecer seguran\u00e7a jur\u00eddica aos Munic\u00edpios diante do art. 17 da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. \u201cA retirada da certid\u00e3o municipal como condi\u00e7\u00e3o do processo ambiental n\u00e3o elimina as compet\u00eancias locais sobre planejamento, uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo, parcelamento, edifica\u00e7\u00f5es, defesa civil e prote\u00e7\u00e3o ambiental. A proposta da Manifesta\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica Municipal permite que informa\u00e7\u00f5es territoriais, clim\u00e1ticas e socioambientais relevantes sejam encaminhadas ao \u00f3rg\u00e3o licenciador, sem recriar a antiga certid\u00e3o, impor veto ou gerar duplicidade de licenciamento. O objetivo \u00e9 fortalecer a coopera\u00e7\u00e3o federativa, a preven\u00e7\u00e3o de riscos e a qualidade das decis\u00f5es p\u00fablicas\u201d, esclarece.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o presidente nacional da ANAMMA, Mar\u00e7al Cavalcanti, o documento representa um importante instrumento de orienta\u00e7\u00e3o aos gestores municipais. &#8220;\u00c9 em nossas cidades que os empreendimentos se instalam, os impactos se manifestam e as pessoas vivenciam diretamente seus efeitos. Por isso, a independ\u00eancia procedimental do licenciamento ambiental n\u00e3o pode significar o afastamento do Munic\u00edpio das decis\u00f5es que repercutem sobre o seu territ\u00f3rio. Respeitando a autonomia de cada ente e fortalecendo a coopera\u00e7\u00e3o federativa, continuaremos firmes na defesa do ordenamento territorial, da legisla\u00e7\u00e3o local e do direito das comunidades a um meio ambiente equilibrado. Nesse contexto, a Manifesta\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica Municipal \u00e9 um instrumento essencial de informa\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o, capaz de assegurar que a realidade local seja efetivamente considerada no processo de licenciamento ambiental. Afinal, tudo ocorre nos Munic\u00edpios.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O documento tamb\u00e9m recomenda que os munic\u00edpios revisem seus procedimentos administrativos, adequem formul\u00e1rios e normativos internos e estabele\u00e7am fluxos intersetoriais para elabora\u00e7\u00e3o da Manifesta\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica Municipal, sempre respeitando os prazos do processo de licenciamento ambiental. Al\u00e9m disso, orienta que futuras adequa\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ser realizadas conforme o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, das a\u00e7\u00f5es que discutem a constitucionalidade da Lei Geral do Licenciamento Ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Acesse a Nota Orientativa Conjunta n\u00ba 01\/2026 <a href=\"https:\/\/abrampa.org.br\/file?url=\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/NOTA_ORIENTATIVA_ANAMMA_-_ABRAMPA_-ART._17_LGLA_-_REVISADA_ABRAMPA_28229_assinado_assinado.pdf\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/abrampa.org.br\/file?url=\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/NOTA_ORIENTATIVA_ANAMMA_-_ABRAMPA_-ART._17_LGLA_-_REVISADA_ABRAMPA_28229_assinado_assinado.pdf\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Nota conjunta esclarece a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 17 da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, reafirma as compet\u00eancias constitucionais dos munic\u00edpios e recomenda a ado\u00e7\u00e3o da Manifesta\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica Municipal para qualificar o licenciamento ambiental. 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