{"id":17736,"date":"2026-08-06T20:32:40","date_gmt":"2026-08-06T23:32:40","guid":{"rendered":"https:\/\/abrampa.org.br\/?p=17736"},"modified":"2026-08-06T20:34:26","modified_gmt":"2026-08-06T23:34:26","slug":"abrampa-lanca-nota-tecnica-inedita-sobre-instrumentos-economico-financeiros-para-financiar-a-implementacao-das-ucs-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrampa.org.br\/en\/abrampa-lanca-nota-tecnica-inedita-sobre-instrumentos-economico-financeiros-para-financiar-a-implementacao-das-ucs-brasileiras\/","title":{"rendered":"ABRAMPA lan\u00e7a Nota T\u00e9cnica in\u00e9dita sobre instrumentos econ\u00f4mico-financeiros para financiar a implementa\u00e7\u00e3o das UCs brasileiras"},"content":{"rendered":"<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div>\n<p><em>Documento re\u00fane instrumentos econ\u00f4micos previstos na legisla\u00e7\u00e3o para viabilizar a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, a gest\u00e3o e a sustentabilidade financeira das \u00e1reas protegidas; publica\u00e7\u00e3o foi entregue ao Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e ao ICMBio durante semin\u00e1rio no Cear\u00e1<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Meio Ambiente (ABRAMPA) lan\u00e7ou, nesta quarta-feira (5), a nota t\u00e9cnica <strong>&#8220;Regulariza\u00e7\u00e3o das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o: instrumentos econ\u00f4mico-financeiros para a sua adequada implementa\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o&#8221;<\/strong> (acesse <a href=\"https:\/\/abrampa.org.br\/file?url=\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/NT_instrumentos_economico_financeiros-vff-1.pdf\">aqui<\/a>), publica\u00e7\u00e3o que sistematiza os mecanismos financeiros previstos pela legisla\u00e7\u00e3o para assegurar recursos destinados \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o, regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, gest\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>O lan\u00e7amento ocorreu durante o semin\u00e1rio &#8220;Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o: desafios e estrat\u00e9gias de prote\u00e7\u00e3o, implementa\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o&#8221;, realizado no munic\u00edpio do Crato, na regi\u00e3o do Cariri cearense.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento foi entregue pessoalmente ao ministro de Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima, Jo\u00e3o Paulo Capobianco, e ao presidente do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Oliveira Pires, que participaram da cerim\u00f4nia de abertura do evento, como contribui\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da associa\u00e7\u00e3o para o fortalecimento da pol\u00edtica nacional de \u00e1reas protegidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Elaborada no \u00e2mbito do projeto ABRAMPA pelo Clima, a nota t\u00e9cnica demonstra que a falta de recursos financeiros continua sendo um dos principais fatores que impedem que muitas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o cumpram plenamente sua fun\u00e7\u00e3o de proteger a biodiversidade, garantir a seguran\u00e7a h\u00eddrica, conservar estoques de carbono e enfrentar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O documento destaca que in\u00fameras \u00e1reas permanecem como &#8220;parques de papel&#8221; \u2014 criadas formalmente, mas sem condi\u00e7\u00f5es materiais suficientes para sua efetiva implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o coordenador do projeto ABRAMPA pelo Clima e promotor de Justi\u00e7a Alexandre Gaio, a prote\u00e7\u00e3o das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o depende cada vez mais da capacidade de transformar instrumentos jur\u00eddicos existentes em pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas. &#8220;O Brasil j\u00e1 possui um conjunto robusto de instrumentos legais capazes de financiar a implementa\u00e7\u00e3o das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o. O desafio agora \u00e9 fazer com que esses mecanismos saiam do papel e sejam efetivamente utilizados pelos gestores p\u00fablicos, garantindo recursos permanentes para proteger a biodiversidade, enfrentar a crise clim\u00e1tica e assegurar direitos das presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explica que a nota t\u00e9cnica funciona como um guia pr\u00e1tico para a implementa\u00e7\u00e3o dos instrumentos econ\u00f4mico-financeiros j\u00e1 previstos na legisla\u00e7\u00e3o brasileira. \u201cAo reunir e sistematizar mecanismos que hoje est\u00e3o dispersos em diferentes normas, ela oferece maior seguran\u00e7a jur\u00eddica para membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, gestores p\u00fablicos e \u00f3rg\u00e3os ambientais, contribuindo para acelerar a regulariza\u00e7\u00e3o, a implementa\u00e7\u00e3o e a gest\u00e3o das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o em todo o pa\u00eds.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Dutande sua palestra magna, o ministro de Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima, <strong>Jo\u00e3o Paulo Capobianco<\/strong>, destacou que a aplica\u00e7\u00e3o de instrumentos econ\u00f4mico-financeiros \u00e9 um dos desafios para a efetividade da implementa\u00e7\u00e3o das \u00e1reas protegidas. &#8220;O Brasil j\u00e1 possui um dos sistemas de prote\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ados do mundo, mas h\u00e1 uma difren\u00e7a decisiva entre criar uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o e fazer com que ela cumpra seus objetivos. A regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, por exemplo, \u00e9 um passivo hist\u00f3rico que o pa\u00eds precisa superar. O pa\u00eds disp\u00f5e de diversos instrumentos econ\u00f4micos capazes de acelerar esse processo. O desafio agora \u00e9 aplic\u00e1-los de forma eficiente para financiar a implementa\u00e7\u00e3o e a gest\u00e3o das \u00e1reas protegidas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o presidente do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), <strong>Mauro Oliveira Pires<\/strong>, a Nota T\u00e9cnica oferece uma contribui\u00e7\u00e3o relevante para a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o federais. \u201cO ICMBio \u00e9 respons\u00e1vel pela gest\u00e3o de 350 unidades de conserva\u00e7\u00e3o federais em todo o pa\u00eds, a maior parte de dom\u00ednio p\u00fablico. Portanto, a gente precisa transferir aquelas terras que ainda s\u00e3o privadas ou ainda est\u00e3o em nome dos entes federados para o poder p\u00fablico federal. Os instrumentos econ\u00f4micos usados s\u00e3o essenciais nesse processo de regulari\u00e7\u00e3o fundiaria. Ao reunir esses mecanismos e experi\u00eancias bem-sucedidas, esta nota t\u00e9cnica se torna uma ferramenta extremamente \u00fatil para fortalecer a implementa\u00e7\u00e3o e a gest\u00e3o das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Instrumentos econ\u00f4mico-financeiros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o organiza os diversos instrumentos econ\u00f4mico-financeiros dispon\u00edveis na legisla\u00e7\u00e3o brasileira que podem ser mobilizados para fortalecer a pol\u00edtica de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre eles est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>pagamento por servi\u00e7os ambientais (PSA);<\/li>\n\n\n\n<li>cr\u00e9ditos de carbono gerados pelas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>contribui\u00e7\u00f5es de usu\u00e1rios de recursos h\u00eddricos e do setor el\u00e9trico;<\/li>\n\n\n\n<li>taxas de visita\u00e7\u00e3o e receitas provenientes do uso p\u00fablico das \u00e1reas protegidas;<\/li>\n\n\n\n<li>ICMS Ecol\u00f3gico e futuro IBS Verde;<\/li>\n\n\n\n<li>compensa\u00e7\u00e3o ambiental decorrente do licenciamento ambiental;<\/li>\n\n\n\n<li>recursos oriundos de multas ambientais, Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) e a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas;<\/li>\n\n\n\n<li>concess\u00f5es, parcerias com o terceiro setor e programas de ado\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>acesso a fundos p\u00fablicos, doa\u00e7\u00f5es e outros mecanismos previstos na legisla\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de sistematizar esses instrumentos, a nota t\u00e9cnica apresenta recomenda\u00e7\u00f5es para sua implementa\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o e monitoramento, indicando caminhos para que Minist\u00e9rios P\u00fablicos, \u00f3rg\u00e3os ambientais e gestores p\u00fablicos possam ampliar a sustentabilidade financeira das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e acelerar sua regulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ressalta que a ado\u00e7\u00e3o desses mecanismos deve respeitar os direitos dos povos ind\u00edgenas e das comunidades tradicionais, garantindo consulta pr\u00e9via, transpar\u00eancia, participa\u00e7\u00e3o social e reparti\u00e7\u00e3o justa dos benef\u00edcios econ\u00f4micos decorrentes da conserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/abrampa.org.br\/file?url=\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/NT_instrumentos_economico_financeiros-vff-1.pdf\">Acesse a \u00edntegra da nota t\u00e9cnica<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento re\u00fane instrumentos econ\u00f4micos previstos na legisla\u00e7\u00e3o para viabilizar a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, a gest\u00e3o e a sustentabilidade financeira das \u00e1reas protegidas; 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