{"id":3719,"date":"2016-07-21T10:29:03","date_gmt":"2016-07-21T13:29:03","guid":{"rendered":"https:\/\/abrampa.org.br\/liminar-obriga-prefeitura-de-sao-jose-e-casan-as-tomar-providencias-contra-poluicao-do-rio-carolina\/"},"modified":"2016-07-21T10:29:03","modified_gmt":"2016-07-21T13:29:03","slug":"liminar-obriga-prefeitura-de-sao-jose-e-casan-as-tomar-providencias-contra-poluicao-do-rio-carolina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrampa.org.br\/en\/liminar-obriga-prefeitura-de-sao-jose-e-casan-as-tomar-providencias-contra-poluicao-do-rio-carolina\/","title":{"rendered":"Liminar obriga Prefeitura de S\u00e3o Jos\u00e9 e CASAN as tomar provid\u00eancias contra polui\u00e7\u00e3o do Rio Carolina"},"content":{"rendered":"<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div><p>\n\tO Minist\u00e9rio P\u00fablico de Santa Catarina (MPSC) obteve medida liminar para determinar que o Munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 e a Companhia Catarinense de \u00c1guas e Saneamento (CASAN) cumpram com suas obriga\u00e7\u00f5es relativas ao controle da polui\u00e7\u00e3o do Rio Carolina, causada pelo lan\u00e7amento de efluentes in natura do Conjunto Habitacional Morar Bem I.<\/p>\n<p>\n\tA liminar foi concedida em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica ajuizada pela 10\u00aa Promotoria de Justi\u00e7a de S\u00e3o Jos\u00e9. Na a\u00e7\u00e3o, o Promotor de Justi\u00e7a Raul de Araujo Santos Neto relata que o loteamento foi implantado em \u00e1rea desapropriada pelo Munic\u00edpio por interesse social, destinado a abrigar pessoas residentes em \u00e1rea de risco. Por\u00e9m, as redes coletoras e esta\u00e7\u00f5es de tratamento do conjunto habitacional nunca funcionaram adequadamente, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o foi obtida a Licen\u00e7a Ambiental de Opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\n\tOcorre que sem a licen\u00e7a, a CASAN \u00bf empresa que opera o sistema de \u00e1gua e saneamento em S\u00e3o Jos\u00e9 \u00bf recursou-se a receber oficialmente a infraestrutura de esgoto do loteamento. Segundo a CASAN, o sistema de tratamento de esgoto do loteamento Morar Bem apresentava s\u00e9rios problemas operacionais.<\/p>\n<p>\n\tPareceres t\u00e9cnicos requeridos pela Promotoria de Justi\u00e7a, que instruem o inqu\u00e9rito civil que apura a degrada\u00e7\u00e3o ambiental no Rio Carolina, apontam a total inoper\u00e2ncia da esta\u00e7\u00e3o de tratamento, rede coletora e esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria, com v\u00e1rias resid\u00eancias lan\u00e7ando esgoto diretamente no curso d&#39;\u00e1gua.<\/p>\n<p>\n\tO Promotor de Justi\u00e7a ressalta que desde 2006 o Minist\u00e9rio P\u00fablico busca, sem sucesso, uma solu\u00e7\u00e3o consensual junto \u00e0 CASAN e ao Munic\u00edpio, que respondem apenas com evasivas e pedidos de prorroga\u00e7\u00f5es de prazos.<\/p>\n<p>\n\t\u00bfFica absolutamente claro que n\u00e3o obstante o Munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 e a CASAN demonstrarem ter conhecimento da gravidade da polui\u00e7\u00e3o que envolve o Rio Carolina, ambos v\u00eam simplesmente postergando o cumprimento de seus deveres legais e contratuais, escorando-se numa alegada burocracia para justificar o abandono total de suas obriga\u00e7\u00f5es\u00bf, ressalta Santos Neto.<\/p>\n<p>\n\tA medida liminar requerida pelo Promotor de Justi\u00e7a e deferida parcialmente pelo Ju\u00edzo da Vara da Fazenda P\u00fablica da Comarca de S\u00e3o Jos\u00e9 determinou ao Munic\u00edpio a inspe\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o de todas as edifica\u00e7\u00f5es em constru\u00e7\u00e3o ou reforma, exigindo a adequa\u00e7\u00e3o do sistema de tratamento; a inspe\u00e7\u00e3o de todas as liga\u00e7\u00f5es de esgoto, a fim de identificar o lan\u00e7amento de efluentes clandestinos dirigidos para o rio, e tomar todas as provid\u00eancias para exigir as devidas corre\u00e7\u00f5es; e a n\u00e3o expedi\u00e7\u00e3o de habite-se ou alvar\u00e1 de constru\u00e7\u00e3o \u00e0s edifica\u00e7\u00f5es que n\u00e3o estejam dotada de sistema de tratamento de esgoto de cordo com as normas da ABNT.<\/p>\n<p>\n\tA medida liminar determina, ainda, que a CASA coloque em execu\u00e7\u00e3o o projeto de amplia\u00e7\u00e3o e a nova concep\u00e7\u00e3o do sistema de esgoto do conjunto habitacional que est\u00e1 em curso, conforme informado pela pr\u00f3pria empresa na defesa pr\u00e9via da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\n\tO Minist\u00e9rio P\u00fablico requer, ainda, no julgamento do m\u00e9rito da a\u00e7\u00e3o, a condena\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio a manter a fiscaliza\u00e7\u00e3o e promover a conscientiza\u00e7\u00e3o da comunidade e da CASAN e do Munic\u00edpio a executarem o projeto de melhoria da esta\u00e7\u00e3o de tratamento. Requer, ainda, a aplica\u00e7\u00e3o de multa no valor individual de R$ 500 mil \u00e0 CASAN e ao Munic\u00edpio, a serem revertidos ao Fundo de Reconstitui\u00e7\u00e3o dos Bens Lesados, atitulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais coletivos. A decis\u00e3o liminar \u00e9 pass\u00edvel de recurso. (AP n. 0900167-92.2016.8.24.0064)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico de Santa Catarina (MPSC) obteve medida liminar para determinar que o Munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 e a Companhia Catarinense de \u00c1guas e Saneamento (CASAN) cumpram com suas obriga\u00e7\u00f5es relativas ao controle da polui\u00e7\u00e3o do Rio Carolina, causada pelo lan\u00e7amento de efluentes in natura do Conjunto Habitacional Morar Bem I. 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