{"id":3876,"date":"2016-11-21T22:47:06","date_gmt":"2016-11-22T00:47:06","guid":{"rendered":"https:\/\/abrampa.org.br\/mpf-e-mpba-querem-anulacao-de-decreto-baiano-que-flexibiliza-o-licenciamento-ambiental\/"},"modified":"2016-11-21T22:47:06","modified_gmt":"2016-11-22T00:47:06","slug":"mpf-e-mpba-querem-anulacao-de-decreto-baiano-que-flexibiliza-o-licenciamento-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrampa.org.br\/en\/mpf-e-mpba-querem-anulacao-de-decreto-baiano-que-flexibiliza-o-licenciamento-ambiental\/","title":{"rendered":"MPF e MPBA querem anula\u00e7\u00e3o de decreto baiano que flexibiliza o licenciamento ambiental"},"content":{"rendered":"<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div><p>\n\tEm peti\u00e7\u00e3o conjunta \u00e0 Justi\u00e7a Federal, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) e o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado da Bahia (MPBA) requerem a anula\u00e7\u00e3o Decreto Estadual n. 16.963\/2016, que flexibiliza, ilegalmente, o licenciamento ambiental para atividades agrossilvipastoris. O requerimento \u00e9 feito dentro da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica proposta em agosto \u00faltimo, contra o Estado da Bahia e o Inema por dispensar ilegalmente o licenciamento ambiental por meio de outro decreto, de 2014. A nova norma, segundo os MPs, alterou a lei para flexibilizar indevidamente o licenciamento ambiental.<\/p>\n<p>\n\tApontou-se que o decreto criou um \u201cprocedimento especial de licenciamento ambiental\u201d, que se limita \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de um cadastro online, que dispensa estudo ambiental ou vistoria pr\u00e9via independentemente do porte, natureza ou localiza\u00e7\u00e3o do empreendimento ou atividade agrossilvipastoril. Com isso, h\u00e1 o risco de \u201cn\u00e3o identifica\u00e7\u00e3o dos danos potenciais ao meio ambiente \u2013 inclusive os sin\u00e9rgicos \u2013 e na n\u00e3o fixa\u00e7\u00e3o de condicionantes e medidas mitigadoras e compensat\u00f3rias, imprescind\u00edveis para a preserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o de processos ecol\u00f3gicos essenciais\u201d.<\/p>\n<p>\n\tSegundo os MPs, \u201cem verdade, o Estado da Bahia buscou manter a desregulamenta\u00e7\u00e3o ambiental das atividades e empreendimentos agrossilvipastoris iniciada com a edi\u00e7\u00e3o do Decreto Estadual n. 15.682\/2014, que isentava tais atividades do licenciamento ambiental, a partir da cria\u00e7\u00e3o de um simulacro de licenciamento ambiental, que nada mais \u00e9 do que uma autoriza\u00e7\u00e3o administrativa eletr\u00f4nica para suprir a exig\u00eancia legal, sem que haja a elabora\u00e7\u00e3o de qualquer estudo ambiental ou vistoria pr\u00e9via, uma verdadeira &#39;autorregula\u00e7\u00e3o ambiental&#39;\u201d.<\/p>\n<p>\n\tOs MPs defendem, ainda, que a nova norma, assim como a editada em 2014 viola tanto a Lei n\u00ba 10.431\/2006, do pr\u00f3prio Estado da Bahia, quanto a compet\u00eancia legislativa do estado, j\u00e1 que apenas uma norma federal possui aptid\u00e3o para excluir hip\u00f3teses espec\u00edficas da exig\u00eancia de elabora\u00e7\u00e3o de estudos e relat\u00f3rio de impacto ambiental.<\/p>\n<p>\n\tNa peti\u00e7\u00e3o, ajuizada no in\u00edcio de outubro, os MPs pedem liminar para suspender os efeitos do Decreto Estadual n. 16.963\/2016 e reiteram o pedido de concess\u00e3o liminar para determinar ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos (Inema) que volte, de imediato e at\u00e9 o julgamento final desta a\u00e7\u00e3o, a realizar o licenciamento ambiental das atividades agrossilvipastoris de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o ambiental federal em vigor, de car\u00e1ter geral\/nacional, sob pena de multa di\u00e1ria de R$ 10.000,00. Ao final do julgamento, pedem a declara\u00e7\u00e3o da ilegalidade do decreto e a confirma\u00e7\u00e3o do pedido relativo ao Inema.<\/p>\n<p>\n\tN\u00famero para consulta processual na Justi\u00e7a Federal: 0025632-95.2016.4.01.3300 \u2013 Se\u00e7\u00e3o da Bahia. Confira a peti\u00e7\u00e3o na \u00edntegra em arquivo abaixo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em peti\u00e7\u00e3o conjunta \u00e0 Justi\u00e7a Federal, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) e o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado da Bahia (MPBA) requerem a anula\u00e7\u00e3o Decreto Estadual n. 16.963\/2016, que flexibiliza, ilegalmente, o licenciamento ambiental para atividades agrossilvipastoris. 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