{"id":4030,"date":"2018-09-10T12:40:00","date_gmt":"2018-09-10T15:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrampa.org.br\/a-pedido-do-mpms-justica-declara-nulidade-da-lei-que-alterou-a-lei-de-uso-e-ocupacao-do-solo-de-campo-grande\/"},"modified":"2018-09-10T12:40:00","modified_gmt":"2018-09-10T15:40:00","slug":"a-pedido-do-mpms-justica-declara-nulidade-da-lei-que-alterou-a-lei-de-uso-e-ocupacao-do-solo-de-campo-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrampa.org.br\/en\/a-pedido-do-mpms-justica-declara-nulidade-da-lei-que-alterou-a-lei-de-uso-e-ocupacao-do-solo-de-campo-grande\/","title":{"rendered":"A pedido do MPMS Justi\u00e7a declara nulidade da Lei que alterou a Lei de Uso e ocupa\u00e7\u00e3o do Solo de Campo Grande"},"content":{"rendered":"<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div><p>Em junho de 2017 o Minist\u00e9rio P\u00fablico de Mato Grosso do Sul, por meio da Promotora de Justi\u00e7a Andr\u00e9ia Cristina Peres da Silva, titular da 42\u00aa Promotoria de Justi\u00e7a prop\u00f4s A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica contra o Munic\u00edpio de Campo Grande para o fim de declarar a nulidade da Lei Complementar Municipal n\u00ba 264\/2015. Precipuamente, a Lei 264\/2015, que alterou a Lei 74\/2005, Lei de uso e Ocupa\u00e7\u00e3o do Solo de Campo Grande permitia Parcelamento na zona rural composto por lotes de apenas mil metros e localizados a apenas tr\u00eas quil\u00f4metros da borda do per\u00edmetro urbano, ou seja, desvirtuava por completo a verdadeira natureza do Loteamento Rural (atividades e dissimulava o real intento de aprovar Loteamento Urbano em Solo Rural. A altera\u00e7\u00e3o da Lei de Uso e Ocupa\u00e7\u00e3o do solo deve se dar no seu processo de revis\u00e3o, quando ser\u00e3o feitos os estudos t\u00e9cnicos necess\u00e1rios e haver\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o popular que concretiza o princ\u00edpio da gest\u00e3o democr\u00e1tica preconizado pelo Estatuto da Cidade.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica a Lei 264\/2015 ampliaria irregularmente o per\u00edmetro urbano da capital o que havia sido feito, antes dela, pelas leis 178\/2011, 180\/2011 e 205\/2012 que tamb\u00e9m est\u00e3o sendo impugnadas nos autos de ACP n\u00ba0813389-84.2015 em tr\u00e2mite na 2\u00aa Vara De Direitos Difusos da comarca de Campo Grande.<\/p>\n<p>Na mesma linha do Estatuto da Cidade, a Lei Org\u00e2nica do Munic\u00edpio de Campo Grande disp\u00f5e sobre o planejamento municipal consignando expressamente que devem ser considerados os aspectos t\u00e9cnicos a ele pertinentes, respeitando os planos e programas estaduais e federais existentes e propiciando a participa\u00e7\u00e3o da comunidade em geral, de autoridades, t\u00e9cnicos de planejamento e executores da sociedade civil nos debates sobre os problemas locais e as alternativas para o seu enfrentamento.<\/p>\n<p>Ao julgar procedente a ACP o Juiz de Direito Marcel Henry Batista de Arruda declarou a nulidade da Lei Complementar Municipal n\u00ba 264\/2015 por confrontar a legisla\u00e7\u00e3o federal e municipal, al\u00e9m de reconhecer incidentalmente sua inconstitucionalidade.<\/p>\n<p>Conforme consta na senten\u00e7a foi acolhida a pretens\u00e3o inicial para declarar a nulidade da Lei Complementar Municipal n\u00ba 264\/2015, por carecer de pr\u00e9vios estudos t\u00e9cnicos, ofender ao princ\u00edpio da legalidade e afrontar o art. 29, inciso XII e art. 30, inciso VIII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o art. 15, \u00a7 2\u00ba e art. 213, inciso IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Estadual, o art. 107, caput art. 108, incisos I e IV, da Lei Org\u00e2nica do Munic\u00edpio de Campo Grande, ao art. 53, da Lei n\u00ba 6.766\/1979 e, finalmente, ao art. 2\u00ba, inciso II, da Lei federal n\u00ba 10.257\/2001.<\/p>\n<p>A Promotora de Justi\u00e7a afirma que em Campo Grande as normas urban\u00edsticas t\u00eam sido objeto de sucessivas altera\u00e7\u00f5es, na maioria das vezes sem cumprimento dos requisitos legais e t\u00e9cnicos necess\u00e1rios, prejudicando o adequado planejamento urbano e, por consequ\u00eancia, degradando o espa\u00e7o urbano, aumentando o custo dos servi\u00e7os p\u00fablicos e impedindo o desenvolvimento de forma sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Fonte:<strong>\u00a0<\/strong>42\u00aa Promotoria de Justi\u00e7a \u2013 editado por Elizete Alves\/Jornalista &#8211; Assecom MPMS<\/p>\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Meio Ambiente (Abrampa)<br \/>\nFone: (31) 3292-4365<br \/>\ncomunicacao@abrampa.org.br\u00a0<br \/>\nFacebook:\u00a0\/abrampa.mp<br \/>\nInstagram: abrampa.oficial<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em junho de 2017 o Minist\u00e9rio P\u00fablico de Mato Grosso do Sul, por meio da Promotora de Justi\u00e7a Andr\u00e9ia Cristina Peres da Silva, titular da 42\u00aa Promotoria de Justi\u00e7a prop\u00f4s A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica contra o Munic\u00edpio de Campo Grande para o fim de declarar a nulidade da Lei Complementar Municipal n\u00ba 264\/2015. 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