{"id":4064,"date":"2019-02-02T11:51:00","date_gmt":"2019-02-02T13:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrampa.org.br\/mppr-obtem-liminar-contra-revogacao-de-resolucao-restritiva-a-agrotoxicos\/"},"modified":"2019-02-02T11:51:00","modified_gmt":"2019-02-02T13:51:00","slug":"mppr-obtem-liminar-contra-revogacao-de-resolucao-restritiva-a-agrotoxicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrampa.org.br\/en\/mppr-obtem-liminar-contra-revogacao-de-resolucao-restritiva-a-agrotoxicos\/","title":{"rendered":"MPPR obt\u00e9m liminar contra revoga\u00e7\u00e3o de resolu\u00e7\u00e3o restritiva a agrot\u00f3xicos"},"content":{"rendered":"<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div><p>O Ju\u00edzo da 3\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Curitiba concedeu liminar solicitada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1 e determinou que seja mantida em vigor a Resolu\u00e7\u00e3o 22\/1985, da extinta Secretaria de Interior, que restringe a aplica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos no estado e vigorou at\u00e9 o ano passado. Uma resolu\u00e7\u00e3o conjunta (1\/2018) da Casa Civil do Estado, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e de Recursos H\u00eddricos, do Instituto Ambiental do Paran\u00e1 (IAP), da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Paran\u00e1 (Adapar) e da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, publicada em 12 de dezembro, havia revogado a Resolu\u00e7\u00e3o 22\/1985, que estabelecia, dentre outras normas, dist\u00e2ncias m\u00ednimas para aplica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos em rela\u00e7\u00e3o a cursos d\u2019\u00e1gua (rios, c\u00f3rregos e nascentes), n\u00facleos populacionais, habita\u00e7\u00f5es, moradias isoladas, escolas, locais de recrea\u00e7\u00e3o e culturas suscet\u00edveis a danos. Com isso, criava uma faixa de amortecimento do maior volume de part\u00edculas de agrot\u00f3xicos derivados das aplica\u00e7\u00f5es em lavouras.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica que requereu a liminar foi ajuizada pelo n\u00facleo de Curitiba do Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especializada em Meio Ambiente, Habita\u00e7\u00e3o e Urbanismo (Gaema), em conjunto com a Promotoria de Justi\u00e7a de Prote\u00e7\u00e3o ao Meio Ambiente de Curitiba, com o objetivo de manter em vigor a Resolu\u00e7\u00e3o 22\/1985. As previs\u00f5es de dist\u00e2ncias m\u00ednimas para aplica\u00e7\u00e3o terrestre de agrot\u00f3xicos, contidas na Resolu\u00e7\u00e3o 22\/85, n\u00e3o encontram paralelo em nenhum ato normativo em vigor no Paran\u00e1, de modo que sua revoga\u00e7\u00e3o criava um vazio de regulamenta\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria, gerando possibilidades de danos graves \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente no entorno das \u00e1reas em que s\u00e3o aplicados agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p><strong>Inseguran\u00e7a\u00a0<\/strong>\u2013 Segundo o MPPR, essa situa\u00e7\u00e3o de omiss\u00e3o normativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mat\u00e9ria poderia gerar in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es conflituosas e inseguran\u00e7a jur\u00eddica para todos os setores envolvidos na aplica\u00e7\u00e3o do agrot\u00f3xico (aplicadores, empres\u00e1rios rurais, comunidades no entorno e o pr\u00f3prio poder p\u00fablico). Al\u00e9m disso, representaria um retrocesso na prote\u00e7\u00e3o contra os impactos nocivos de agrot\u00f3xicos, uma vez que o Paran\u00e1 figurava entre os estados que contavam com essa garantia normativa, como Goi\u00e1s e Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>O Centro de Apoio Operacional (Caop) das Promotorias de Justi\u00e7a de Prote\u00e7\u00e3o ao Meio Ambiente e de Habita\u00e7\u00e3o e Urbanismo e o Caop de Prote\u00e7\u00e3o aos Direitos Humanos (unidades do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1) acompanhavam a quest\u00e3o no \u00e2mbito do Plano Setorial de Agrot\u00f3xicos. Em 2018, os Caops emitiram recomenda\u00e7\u00e3o administrativa que exigia que a discuss\u00e3o de eventual revis\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o 22\/85 obedecesse crit\u00e9rios m\u00ednimos de paridade com os representantes do poder p\u00fablico e com a pluralidade suficiente para abarcar todos os setores envolvidos na discuss\u00e3o, inclusive aqueles minorit\u00e1rios, e que fosse realizada consulta p\u00fablica para manifesta\u00e7\u00e3o de interessados no processo de revis\u00e3o. A recomenda\u00e7\u00e3o, entretanto, n\u00e3o foi acatada pelo IAP, que capitaneava o processo de revis\u00e3o, e a resolu\u00e7\u00e3o foi revogada sem a sua substitui\u00e7\u00e3o, revis\u00e3o ou discuss\u00e3o adequada com os setores envolvidos.<\/p>\n<p><strong>Decis\u00e3o\u00a0<\/strong>\u2013 A decis\u00e3o judicial liminar determinou a imediata suspens\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o Conjunta 1\/2018 e o restabelecimento dos efeitos da Resolu\u00e7\u00e3o Sein 22\/1985.<\/p>\n<p>[Autos n\u00ba 0007098-76.2018.8.16.0004]<\/p>\n<p>Fonte: Assessoria de comunica\u00e7\u00e3o do MPPR<\/p>\n<p>Foto:\u00a0https:\/\/www.flickr.com\/photos\/defesaagropecuariasp\/<\/p>\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Meio Ambiente (Abrampa)<br \/>\nFone: (31) 3292-4365<br \/>\ncomunicacao@abrampa.org.br\u00a0<br \/>\nFacebook:\u00a0\/abrampa.mp<br \/>\nInstagram: abrampa.oficial<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Ju\u00edzo da 3\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Curitiba concedeu liminar solicitada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1 e determinou que seja mantida em vigor a Resolu\u00e7\u00e3o 22\/1985, da extinta Secretaria de Interior, que restringe a aplica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos no estado e vigorou at\u00e9 o ano passado. 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