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IV SEMINÁRIO "Unidades de Conservação: desafios e estratégias de proteção, implementação e gestão” - Edição Cariri Cearense
Nos dias 5, 6 e 7 de agosto, O Cariri Cearense sediará o “4º Seminário Unidades de Conservação: Desafios e Estratégias de Proteção, Implementação e gestão”, que acontecerá no auditório do Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
O evento será realizado oficialmente na cidade de Crato (CE), que sediará a programação principal e as atividades institucionais.
Para proporcionar maior comodidade aos participantes, a cidade de Juazeiro do Norte (CE) será utilizada como base logística para chegada e regresso, uma vez que concentra o aeroporto regional e dispõe da infraestrutura hoteleira mais adequada para receber o público, oferecendo ampla rede de hospedagem, serviços e facilidades de deslocamento.
Além da programação desenvolvida em Crato, o evento contará com uma atividade de campo na cidade de Barbalha (CE), proporcionando aos participantes uma experiência prática e integrada às temáticas abordadas durante o encontro.
A escolha dessa configuração considera a proximidade entre os três municípios, que integram a Região Metropolitana do Cariri, permitindo deslocamentos rápidos e seguros, além de assegurar melhores condições de acolhimento, mobilidade e logística para todos os participantes.
INFORMAÇÕES GERAIS
O evento reunirá promotores de justiça, gestores de órgãos públicos ambientais e representantes da comunidade científica e da sociedade civil engajados na defesa ambiental, para debater estratégias para a implementação e gestão das Unidades de Conservação (UCs) em todo o país. A proteção da Caatinga, terceiro bioma mais desmatado no Brasil, será destaque desta edição do evento.
Inscrições Gratuitas CLIQUE AQUI!
Promovido pela Associação Brasileira de Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA), em correalização com o MPCE, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, o seminário abordará temas essenciais relacionados às áreas naturais protegidas. As discussões incluem, Unidades de Conservação da Caatinga e a segurança hídrica regional da Chapada do Araripe; Ampliação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação na Caatinga; Unidades de Conservação da Caatinga: regularização, implementação e criação de novas unidades; Ameaças e Conflitos nas UCs da Caatinga. Serão destacadas também as Perspectivas e oportunidades para avanços quanto à criação, implementação e gestão das UCs na Caatinga.
O Ministério Público desempenha um papel fundamental neste processo. Além de atuar na responsabilização dos infratores que causam danos às unidades de conservação, apresenta-se como o principal ator para cobrar regularização fundiária e implementação da adequada gestão e funcionamento desses espaços ambientais protegidos. “O objetivo do evento é debater sobre os instrumentos para o fortalecimento, implementação e ampliação dessas áreas de proteção com enorme valor socioambiental, favorecendo a conectividade de remanescentes florestais, a manutenção da biodiversidade, os serviços ecossistêmicos e a regulação do clima”, afirma o promotor de justiça do MPPR e presidente da ABRAMPA, Alexandre Gaio.
O evento conta com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza; Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a Escola Superior do Ministério Público do Estado do Ceará (ESUMP-CE).
Perspectivas e Desafios
As Unidades de Conservação se apresentam como indispensáveis instrumentos para a manutenção da biodiversidade da fauna e da flora, dos recursos naturais e da regulação do clima. Além disso, a conservação de áreas com valor ecológico é fundamental para o desenvolvimento de pesquisas científicas e de atividades voltadas à educação ambiental e ao turismo sustentável, possibilitando a geração de benefícios sociais e econômicos para as comunidades locais.
De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), o Brasil possui, atualmente, mais de 3.400 unidades de conservação, entre o nível federal, estadual e municipal. Isso representa apenas 19% do território nacional e 26% das áreas marinhas (sem descontar as sobreposições). O estado do Ceará possui 103 unidades de conservação (UCs) cadastradas nas três esferas administrativas e diferentes categorias de áreas protegidas, correspondendo a apenas cerca de 8,44% de seu território protegido.
Apesar do avanço na implementação de unidades de conservação, o cenário atual ainda é insuficiente para garantir a proteção dessas áreas e de seus potenciais serviços ecossistêmicos. Muitas UCs enfrentam sistemas de proteção precários, escassez de recursos e falta de regularização fundiária. Além disso, há desafios significativos relacionados à legislação, implementação, integração e gestão dessas áreas, que são classificadas em duas categorias principais: “Proteção Integral” e “Uso Sustentável”.
CAATINGA EM RISCO
Apesar de sua importância para a biodiversidade, para a regulação climática regional e para a subsistência de milhões de pessoas no semiárido brasileiro, a Caatinga continua entre os biomas mais pressionados do país. A expansão agropecuária, a extração irregular de recursos naturais, o desmatamento, a desertificação e as queimadas têm contribuído para a degradação de seus ecossistemas. Além disso, os efeitos das mudanças climáticas, como o aumento da temperatura e a intensificação das secas prolongadas, ampliam a vulnerabilidade ambiental da região.
A Caatinga ocupa aproximadamente 844 mil km², abrangendo predominantemente os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Piauí e partes de Minas Gerais. Trata-se do único bioma exclusivamente brasileiro, reconhecido por sua elevada diversidade biológica e por abrigar inúmeras espécies endêmicas adaptadas às condições semiáridas.
Embora possua uma rede crescente de áreas protegidas e dezenas de unidades de conservação distribuídas entre as esferas federal, estadual e municipal, apenas uma parcela relativamente reduzida de sua extensão encontra-se efetivamente protegida por unidades de conservação de proteção integral. A fragmentação dos habitats, a insuficiência de recursos para gestão, os conflitos fundiários e a pressão sobre os recursos naturais comprometem a conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos oferecidos pelo bioma.
Essa combinação de fatores torna a Caatinga um dos biomas mais vulneráveis do Brasil, exigindo o fortalecimento das políticas públicas de conservação, a ampliação das áreas protegidas, a recuperação de áreas degradadas e a promoção de práticas sustentáveis que conciliem o desenvolvimento regional com a preservação ambiental.
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Como chegar
Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo
Av. Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes, 1 - Gizélia Pinheiro (Batateiras), Crato - CE, 63115-495
Programação
Dia 1
18h às 19h – SOLENIDADE DE ABERTURA
Proc. Geral Justiça MP-CE
Coord. Centro de Apoio MP-CE
Diretor CEAF
Representante FGB
Representante do ICMBio
Secretário da SEMA
Presidente da CMA do CNMP
Diretor de Relações Institucionais da ABRAMPA
Presidente da ABRAMPA
19h45 às 20h30 – PALESTRA MAGNA:
20h30 – COQUETEL DE BOAS-VINDAS
Dia 2
8h15 – CREDENCIAMENTO
8h45 – Painel I – Unidades de Conservação da Caatinga e a segurança hídrica regional da Chapada do Araripe.
Fala 1 (08:45 às 09:15)
O contexto das UCs do Cariri/Chapada do Araripe (Oásis da Caatinga), e sua importância regional – WEBER GIRÃO (Aquásis Araripe)
Fala 2 (09:15 – 09:45)
O bioma Caatinga como sujeito de direitos diante das mudanças climáticas – LUCIANA BARREIRA (Semace/SEMA)
Fala 3 (09:45 – 10:15)
Movimento Viva Água Fortaleza: iniciativa colaborativa para garantir a segurança hídrica e a conservação da natureza – YVES GURGEL (Beta-I Brasil Consultoria)
(10:15 às 10:30)
Respostas a 2 perguntas por escrito
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10h45 – Painel II – Ampliação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação na Caatinga
Fala 1 (10:30 às 11:00)
Veredas da Chapada do Araripe: Contexto ecogeográfico no semiárido do Estado do Ceará – DANIELLY GUERRA (Universidade Regional do Cariri)
Fala 2 (11:00 às 11:30)
Status atual das UCs do Estado do Ceará e oportunidades para incremento da gestão e cobertura territorial – MÔNICA CARVALHO (SEMA – Ceará)
Fala 4 (11:30 às 12:00)
O papel do Ministério Público quanto à criação de novas UCs e de ampliação de outras áreas protegidas – THIAGO MARQUES VIEIRA (MPCE)
(12:00 às 12:15)
Respostas a 2 perguntas por escrito
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12h20 às 13h20 – INTERVALO DO ALMOÇO
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13h30 – Painel III – Unidades de Conservação da Caatinga: regularização, implementação e criação de novas unidades
Fala 1 (13:30 às 14:00)
A gestão, implementação e perspectivas para a proteção da biodiversidade das UCs da Caatinga – MARCELO FREIRE MORO (Universidade Federal do Ceará)
Fala 2 (14:00 às 14:30)
Regularização fundiária, implementação e criação de novas Unidades de Conservação no bioma Caatinga – IARA VASCO (ICMBio)
Fala 3 (14:30 às 15:00)
Diretrizes e sistematização sobre os instrumentos econômicos para a regularização e implementação das UCs e a garantia de sua adequada implantação e gestão – VIVIAN FERREIRA (Advogada/ABRAMPA)
(15:00 às 15:10)
Respostas a 2 perguntas por escrito
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15h10 – Painel IV – Ameaças e Conflitos nas UCs da Caatinga
Fala 1 (15:10 às 15:40)
As Unidades de Conservação na Caatinga e a proteção às espécies ameaçadas – HUGO FERNANDES (Universidade Estadual do Ceará)
Fala 2 (15:40 às 16:10)
Desmatamento, perda de biodiversidade e degradação ambiental na Caatinga da Chapada do Araripe – REPRESENTANTE (MapBiomas)
Fala 3 (16:10 às 16:40)
Fiscalização e proteção das Unidades de Conservação na região do Cariri e Chapada do Araripe – CARLOS AUGUSTO DE ALENCAR PINHEIRO (ICMBio)
Fala 4 (16:40 às 17:10)
Projeto Caatinga Resiste – ALDELEINE MELHOR BARBOSA (MPSE)
(17:10 às 17:20)
Respostas a 2 perguntas por escrito
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17:20 às 18:50 – Painel V – Perspectivas e oportunidades para avanços quanto à criação, implementação e gestão das UCs na Caatinga
Debatedor 1 – EMERSON ANTÔNIO DE OLIVEIRA (Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza)
Debatedor 2 – SHEILA CAVALCANTE PITOMBEIRA (MPCE)
Debatedor 3 – ALEXANDRE GAIO (MPPR/ABRAMPA)
Debatedor 4 – IARA VASCO (ICMBio)
Debatedor 5 – TARCILA SANTOS BRITTO GOMES (MPGO/CNMP)
Debatedor 6 – TEREZA RAQUEL C. SOARES (SOCIEDADE CIVIL)
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18h50 – CAFÉ DE ENCERRAMENTO
Dia 3
8:00 às 13:00 – PROGRAMAÇÃO EXCLUSIVA PARA MEMBROS
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