Publicado em 09/10/2014

Saneamento da Baía de Guanabara pode gerar ganhos de R$ 13 bi em 30 anos

A universalização dos serviços de água tratada e a coleta de esgotos nos municípios em torno da Baía de Guanabara podem representar ganho econômico de até R$ 13,8 bilhões, em 30 anos, de acordo com o estudo Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento à Sociedade dos Municípios da Baía de Guanabara, divulgado ontem (8) pelo Instituto Trata Brasil.

Feito com apoio da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), o estudo destaca que o valor estimado é referente às vantagens que a despoluição e o fornecimento de água limpa representam no desenvolvimento do turismo, na valorização dos imóveis e na economia com gastos em saúde pública.

O presidente do Trata Brasil, Édison Carlos, sustentou que o estudo aponta ganhos econômicos que justificam investir em saneamento. Segundo ele, a universalização também iria gerar novos postos de trabalho em turismo na região.

“O saneamento não só resolve os problemas, mas também traz riqueza para a região. A Baía de Guanabara é um ícone do turismo nacional, mas ainda enfrenta grandes desafios na questão da poluição vinda de esgoto e lixo. Investimento em saneamento básico também melhora a saúde pública. Esses rios que desaguam na baía vêm muito poluídos e acabam prejudicando as pessoas com doenças”, explicou.

O pesquisador do instituto, Fernando Garcia, disse que ainda vai levar até 20 anos para universalizar o saneamento em toda a baía, mas ressalta que o custo vale a pena, e pode ser feito em menos tempo. Além de impactar na saúde das pessoas, a chegada do saneamento valorizará os imóveis, gerando riqueza extra às famílias, acrescentou.

“Dá para acelerar. A despoluição da Baía de Guanabara tecnicamente dá para ser feita em dez ou 15 anos, só que, para isso, tem que ter obras em andamento. Não pode parar. O que a gente começou para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas já está atrasado. Precisa acelerar o desenvolvimento desse setor”, frisou Garcia.

Para o presidente da Abrampa, Sávio Bittencourt, o Ministério Público serve como pressão para que os planos de saneamento sejam executados, e para que eles existam nos municípios e nas obras feitas. “Ninguém precisa mudar o mundo de um dia para o outro, mas precisa começar e ter um planejamento sério, que demonstre como vai ser feito”, salientou.

O estudo completo pode ser acessado na página do Trata Brasil na internet (www.tratabrasil.org.br).

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